ANTÁRTIDA, UMA GAROTA
Ela se chamava Antártida. Ninguém sabia de verdade se este era de fato o seu legítimo nome. Mas era o mais apropriado, por uma infinidade de razões. Fria, não seria demais dizer, ela era tão gelada quanto se pode ser. Como o continente mais frio do planeta. E era assim que ela se sentia na maior parte do tempo. E era assim que a maioria das pessoas a via – uma superfície fria, plana e tediosa. Ninguém se preocupava em ir a fundo. Faltava-lhe o atrativo. O que poucos sabiam é que, debaixo de todo aquele gelo, toda aquela uniformidade, havia uma outra camada, extra, escondida. Sim, avalanches ocasionais ocorriam, mas desfaziam-se tão rápido e não deixavam marcas; aventureiros distantes apareciam de tempos em tempos, mas rapidamente seguiam em busca de pastos mais verdes. No verão quase se tornava agradável. Nestes tempos em que a noite jamais caía e o sol reinava por sobre o branco, sem deixar espaço para as trevas. Mas de vez em quando estas chegavam e se instalavam, conquistando o território dia após dia, até que o dominassem por completo. Raramente chovia, freqüentemente morria qualquer vegetação ensaiada no verão. Mas até quando?! Ela tinha de quebrar o padrão. Como um iceberg, desprender-se era preciso. Rumar em busca de novos horizontes. Era chegada a hora. Coragem. Pioneirismo. Aventura. Seus nomes eram outros agora.
Thanks Anne...

1 comentários:
Amiga vc me surpreende!!
textos bons!!Criativos e introspectivos!
Ninguem nasce feito!!todo dia rola uma nova construçao,por isso eu acho que agente tem que projetar o que quer realmente ser!!
Voce é linda!!!
Postar um comentário